quarta-feira, 22 de agosto de 2012

(Enquanto andava à procura dumas coisas que continuo a não saber por onde andam, encontrei um poema que o meu pai me dedicou em 1978 depois de eu ter passado uns tempos no Brasil. Diariamente escrevia-lhe descrevendo tudo o que ia vendo e sentindo....)



Não.
Não somos deste mundo.
Com os teus olhos
Vejo as belezas
Vejo as misérias
Dum Brasil
Com que sempre sonhei!
Bem hajas
Filha.
Sinto que apreendeste
Que sentes
Que vives
Que amas.
A minha vida
Não foi inútil.
Aprendeste a ver
(E a sentir)
Para além
Do fausto das casas senhoriais
A miséria
As favelas
E o Amor
Que se podia dar
E não dá.
Bem hajas
Minha Filha.

F.P.

27/10/1978

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