Depois de chegar ao 3º ano de engenharia eletrotécnica no IST disse ao meu Pai que ia desistir do curso, porque não estava a gostar e até já tinha arranjado emprego.
Ele nem pestanejou, disse que a vida era minha e, se era realmente isso que eu queria, que me apoiava incondicionalmente (como sempre fez!!..).
Cerca de 10 anos mais tarde, já casada e com filhos, resolvi acabar o curso.
Como sempre digo, o curso não foi tirado só por mim, foi tirado pelos 4. Nunca conseguiria sem a impagável ajuda do meu marido e dos meus filhos! Todos eles sofreram com a minha loucura de, trabalhando por turnos, fazer questão de fazer todas as cadeiras de cada semestre à primeira e faltar ao mínimo de aulas possível, o que se traduzia por, muitas vezes, quase não os ver durante a semana, de praticamente não ajudar nas tarefas domésticas, de não estar tão disponível quanto devia, para as necessidades dos meus filhos.
No final consegui convencer os meus colegas a fazer um Livro de Curso, em troca eles pediram-me que, apesar de não achar muita piada, fosse com eles à cerimónia da bênção das fitas.
Eles cumpriram a parte deles e eu tive que cumprir a minha, claro! E lá fui eu, até Fátima, com a capa e a pasta do meu Pai, decorada com as fitas do meu curso!
Foi aí que vi quanto o magoei no dia em que desisti do curso (que ele não deixou transparecer nunca) e a alegria e orgulho que ele estava a sentir quando me viu com a capa e a pasta dele. Quando o abracei e lhe pedi desculpa, ele deu-me um beijo e disse mais ou menos... "Sempre tive muito orgulho em ti e hoje é a prova de que não estava errado. Não é o "canudo" que é importante mas sim o conhecimento que nos é transmitido. Tu, quando viste que precisavas de aprender mais, foste à procura desse conhecimento! Fico feliz não só por teres conseguido lutar pelo que querias, como por ver que te consegui ensinar alguma coisa!!!"
Para o meu Livro de Curso ele escreveu:
Ele nem pestanejou, disse que a vida era minha e, se era realmente isso que eu queria, que me apoiava incondicionalmente (como sempre fez!!..).
Cerca de 10 anos mais tarde, já casada e com filhos, resolvi acabar o curso.
Como sempre digo, o curso não foi tirado só por mim, foi tirado pelos 4. Nunca conseguiria sem a impagável ajuda do meu marido e dos meus filhos! Todos eles sofreram com a minha loucura de, trabalhando por turnos, fazer questão de fazer todas as cadeiras de cada semestre à primeira e faltar ao mínimo de aulas possível, o que se traduzia por, muitas vezes, quase não os ver durante a semana, de praticamente não ajudar nas tarefas domésticas, de não estar tão disponível quanto devia, para as necessidades dos meus filhos.
No final consegui convencer os meus colegas a fazer um Livro de Curso, em troca eles pediram-me que, apesar de não achar muita piada, fosse com eles à cerimónia da bênção das fitas.
Eles cumpriram a parte deles e eu tive que cumprir a minha, claro! E lá fui eu, até Fátima, com a capa e a pasta do meu Pai, decorada com as fitas do meu curso!
Foi aí que vi quanto o magoei no dia em que desisti do curso (que ele não deixou transparecer nunca) e a alegria e orgulho que ele estava a sentir quando me viu com a capa e a pasta dele. Quando o abracei e lhe pedi desculpa, ele deu-me um beijo e disse mais ou menos... "Sempre tive muito orgulho em ti e hoje é a prova de que não estava errado. Não é o "canudo" que é importante mas sim o conhecimento que nos é transmitido. Tu, quando viste que precisavas de aprender mais, foste à procura desse conhecimento! Fico feliz não só por teres conseguido lutar pelo que querias, como por ver que te consegui ensinar alguma coisa!!!"
Para o meu Livro de Curso ele escreveu:
No Porto nasceu,
Em Miranda
Se baptizou.
Mas foi em Lisboa
(no Técnico)
Que O conheceu.
Aqui se casou.
Deram-me
Dois Netos.
Sabe o que quer
E para onde vai.
Come pouco
E trabalha muito.
É honesta.
Melhor não há.
Adoro-A
É minha Filha.
Um beijo do
Papá
Maio de 1995
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